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Governo Lula prepara avaliação sobre entrada no Conselho de Paz para Gaza

Governo Lula prepara avaliação sobre entrada no Conselho de Paz para Gaza

Interlocutores do presidente dizem que nenhuma resposta oficial será dada às pressas

Por Nathalia Garcia/João Gabriel/Folhapress

18/01/2026 às 18:00

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo

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O presidente Lula

Auxiliares do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) preparam avaliações sobre a entrada do Brasil no Conselho da Paz para a Faixa de Gaza. O presidente brasileiro foi um dos líderes mundiais convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para compor o novo órgão internacional.

Segundo relato feito à reportagem, a carta que esboça o estatuto do Conselho da Paz prevê que cada Estado-membro cumpra um mandato de três anos, sujeito à renovação. A ideia é que a organização opere com base em contribuições voluntárias. Quem contribuir com pelo menos US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões na cotação atual) garantirá um mandato permanente.

Os dois cenários estão sendo analisados pelo governo brasileiro, que calcula possíveis consequências políticas e diplomáticas antes de tomar uma decisão. De acordo com interlocutores do presidente, nenhuma resposta oficial será dada às pressas, e a palavra final cabe a Lula.

Um dos pontos em análise pelo governo brasileiro diz respeito ao escopo de atuação do conselho e às implicações ao trabalho feito pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Um auxiliar do governo considera que o órgão, que será presidido por Trump, pode ser complementar ou concorrente das Nações Unidas, a depender de como o Conselho da Paz para Gaza for implementado. Outro interlocutor pondera que poderá haver sobreposição com as ações do Conselho de Segurança da ONU.

Os detalhes sobre o funcionamento do grupo ainda não estão claros. O plano atraiu críticas do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, que disse que o anúncio não foi coordenado com Tel Aviv e que a iniciativa vai na direção oposta à política adotada por seu país.

A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de paz dos EUA para a região.

Na sexta (16), Trump anunciou primeiro nomes que vão compor o grupo: Marco Rubio; o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair; os enviados de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner (genro de Trump); o bilionário americano Marc Rowan; o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga; e Robert Gabriel, assessor de Trump.

Entre os chefes de Estado convidados por Trump, estão os presidentes da Argentina, Javier Milei, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

O ultraliberal argentino, um dos principais aliados de Trump na América Latina, publicou uma foto do convite no X. "É uma honra ter recebido o convite para que a Argentina integre, como membro fundador, o Conselho da Paz", escreveu Milei.

"A Argentina sempre estará ao lado dos países que enfrentam o terrorismo de forma direta, que defendem a vida e a propriedade, e que promovem a paz e a liberdade".

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