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Lula sugere fazer um cafuné em cônjuge antes de pegar no celular

Lula sugere fazer um cafuné em cônjuge antes de pegar no celular

Presidente inaugura centro de emergência no Rio e diz que 2026 será ano de destruir mentira

Por Leonardo Vieceli/Marcelo Toledo/Folhapress

15/02/2026 às 18:15

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Imagem de Lula sugere fazer um cafuné em cônjuge antes de pegar no celular

Lula tira foto com Zé Gotinha e autoridades no Hospital Federal Cardoso Fontes, no Rio

Antes de ser homenageado no Carnaval da Marquês de Sapucaí neste domingo (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou um centro de emergência em um hospital do Rio de Janeiro e disse que 2026 será o ano de destruir a mentira.

Ele fez um discurso no qual defendeu estabelecer regras para o debate político em ano eleitoral e criticou o uso excessivo do celular, sugerindo ao público "fazer um cafuné" no marido ou na mulher em vez de pegar o aparelho ao acordar.

Lula visitou o Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, zona sudoeste do Rio, acompanhado do prefeito Eduardo Paes (PSD), do ministro Alexandre Padilha (Saúde) e de outras autoridades, incluindo a ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) e a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade.

"Este é o ano em que a gente pode dizer o seguinte: o Brasil se encontrou consigo mesmo, e a verdade vai destruir a mentira que foi contada nesse país durante tanto tempo", disse o presidente em seu discurso de 17 minutos.

"Esse antes e depois é para vocês desmascararem qualquer pessoa que fala bobagem. Não vou citar o nome de ninguém, mas vocês sabem quem mente, vocês que vivem no celular o dia inteiro procurando notícia ruim."

Diante de uma plateia composta por apoiadores, Lula declarou que "a mentira leva a gente à violência".

"Você levanta às 5h, o que você faz? Pega o celular. Você levanta, vai dormir meia-noite, pega o celular. Gente, não dá pra fazer um cafuné no marido ou o marido fazer um cafuné na mulher, em vez de pegar o celular? A primeira coisa que eu faço quando acordo é fazer um cafunézinho na minha mulher. Eu não vou no celular, celular fica para depois das 8h", disse.

Lula defendeu projetos do seu governo voltados à área social, como a isenção do IR (Imposto de Renda) para quem recebe até R$ 5.000 mensais e a entrega de gás para 15,5 milhões de famílias.

HOMENAGEM NO CARNAVAL

Na noite deste domingo, o presidente será homenageado no Carnaval da Marquês de Sapucaí, depois de participar do Galo da Madrugada, no Recife, e da folia em Salvador no sábado (14). A Acadêmicos de Niterói abrirá os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro com uma apresentação sobre o petista.

A estreante do Grupo Especial traz o enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil". A composição exalta a trajetória do mandatário e traz trechos como o grito de guerra "olê, olê, olá, Lula! Lula!".

O presidente determinou que ministros e auxiliares não participem do desfile.

A ordem não se aplica à primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, que será destaque na apresentação. Ela não ocupa cargo no governo federal, embora fique em evidência em agendas ao lado do marido.

Em decisão unânime, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou na quinta (12) dois pedidos de representação por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente, o PT e a Acadêmicos de Niterói.

A relatora do caso, Estela Aranha, indicada à corte eleitoral por Lula, avaliou que restringir previamente manifestações artísticas e culturais por eventual conteúdo político configuraria "censura prévia, indireta e restrição desproporcional ao debate democrático".

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, fez um alerta na mesma ocasião. Ela disse que o Carnaval não pode ser "fresta" para crimes eleitorais e que há um "risco muito concreto, plausível, de que venha acontecer algum ilícito" no caso, o que seria analisado pela Justiça Eleitoral.

"Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia. Parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar", afirmou a presidente do TSE.

Colaboradores de Lula admitiram à reportagem, sob reserva, preocupação com a repercussão do desfile. Além dos riscos de rebaixamento da escola e vaias no percurso, eles avaliam ser um desgaste desnecessário, sem nenhum retorno político.

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