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Mendonça reduz sigilo do caso Master após assumir relatoria no lugar de Toffoli
Mendonça reduz sigilo do caso Master após assumir relatoria no lugar de Toffoli
Relator do inquérito no STF afirma à PF que novas frentes na investigação devem antes ser analisadas por ele
Por Isadora Albernaz/Folhapress
19/02/2026 às 22:00
Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal)
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), reduziu nesta quinta-feira (19) o sigilo do inquérito na corte que apura as fraudes do Banco Master, baixando o grau de restrição antes imposto pelo antigo relator do caso, Dias Toffoli.
Na decisão, em resposta a um ofício da Polícia Federal, Mendonça também determinou que a instauração de qualquer nova investigação ou inquérito relacionado ao caso deve, antes, "ser expressa e fundamentadamente" solicitada e analisada por ele próprio.
O ministro relator ainda autorizou a PF a realizar "diligências ordinárias que se façam eventualmente necessárias", como o depoimento de investigados e testemunhas no caso. Mendonça entendeu que a corporação pode adotar o fluxo normal de perícia adotado pela instituição.
Na defesa da distribuição regular do trabalho entre os servidores habilitados, a polícia afirmou que o trabalho pericial do caso Master envolve cerca de 100 dispositivos eletrônicos, estimando-se que um único perito consumiria aproximadamente 20 semanas de dedicação exclusiva para a realização dos exames de extração.
André Mendonça foi escolhido relator do caso Master na última quinta (12), depois de uma reunião com todos os magistrados da corte em que ficou acertado que Toffoli deixaria a relatoria.
A saída de Toffoli ocorreu após ele tomar uma série de decisões polêmicas na condução do inquérito, incluindo a imposição de sigilo severo sobre provas e a revelação de ligações do magistrado com pessoas interessadas no caso, como o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
