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Boulos discute com aliados se deixará PSOL e fala que rejeitar federação com PT foi grave erro

Boulos discute com aliados se deixará PSOL e fala que rejeitar federação com PT foi grave erro

Boulos afirmou que, caso Congresso não avance em discussão da escala 6x1, governo apresentará projeto próprio

Por Folhapress

23/03/2026 às 21:00

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Boulos discute com aliados se deixará PSOL e fala que rejeitar federação com PT foi grave erro

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta segunda-feira (23) que discute com aliados se deixará o PSOL e que tomará uma decisão antes do dia 4 de abril, prazo final para que candidatos que queiram disputar as eleições troquem de partido.

"O nosso grupo está fazendo uma discussão política séria, estratégica, sobre os rumos que nós vamos tomar. Essa discussão deve se concluir nesse momento, nas próximas semanas", disse ele durante o programa Frente a Frente, da Folha e do UOL, nesta segunda.

Boulos havia sido questionado se pretendia migrar para o PT após o PSOL ter rejeitado integrar a federação com o partido do presidente Lula, em decisão no último dia 7. A federação era defendida pelo ministro e pela corrente que ele integra no partido, a Revolução Solidária, da qual também participam a deputada federal Erika Hilton e a ministra Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

O psolista chamou a decisão de "erro grave" e declarou que, caso ele e seus aliados deixem o partido, a movimentação "praticamente inviabilizaria a existência institucional do PSOL" porque tiraria, da sigla, alguns dos seus potenciais puxadores de votos.

"A dificuldade do partido de ultrapassar a cláusula de barreira se tornaria ainda maior", afirmou ele.

O ministro minimizou o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais para a Presidência da República: "A eleição é daqui a seis meses, vamos dar tempo ao tempo".

Ele também disse que, quando o eleitorado puder comparar as biografias dos candidatos, Lula "vai caminhar para o quarto mandato".

Boulos acrescentou que, caso a PEC sobre o fim da escala 6x1 de trabalho não avance no Congresso até o mês de abril, o próprio governo federal apresentará um projeto, em regime de urgência, para que isso seja votado antes das eleições.

"O Congresso andou um pouquinho e mandou para a CCJ a PEC do fim da 6x1. Agora, se chegar a abril e seguir esse ritmo de tartaruga, o governo enviará um projeto de lei com regime de urgência para acabar com a escala 6x1, com redução de jornada para 40 horas no máximo, sem redução de salário. O governo Lula enviará isso se seguir o ritmo de tramitação que tem tido."

O ministro também defendeu "ampliar o controle social sobre o Judiciário", quando questionado se concordava com a ideia de um código de conduta para o STF (Supremo Tribunal Federal) e citou, como exemplo, a questão dos penduricalhos.

"Você ter transparência, você ter lisura, você ter controle social sobre a atividade de qualquer poder, é um elemento básico de uma democracia. Agora, isso não para no Judiciário. Nós precisamos também de uma reforma institucional nesse país, uma reforma no sistema político desse país, para acabar com a farra das emendas parlamentares. É uma esculhambação o que a gente tem vivido".

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