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Ao lado de primeiro-ministro português, Lula defende imigrantes brasileiros em Portugal

Ao lado de primeiro-ministro português, Lula defende imigrantes brasileiros em Portugal

Por Vinícius Novais e Francisco Carlos de Assis, Estadão Conteúdo

21/04/2026 às 13:46

Atualizado em 21/04/2026 às 18:26

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante declaração conjunta à imprensa

Em declaração conjunta ao lado do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta terça-feira, 21, os imigrantes brasileiros em Portugal em meio a tensões após os portugueses aprovarem leis que endurecem a imigração e a obtenção de cidadania. "Brasileiros que estão em Portugal são trabalhadores e orgulham portugueses", disse Lula, em visita ao país.

Montenegro, em sua fala, também defendeu os imigrantes brasileiros relatando que ocorreram apenas alguns "focos de perturbação naturais".

Lula fez piada com o fato de que alguns dos imigrantes brasileiros que foram buscar trabalho em Portugal não gostam de seu governo no Brasil, mas disse os defender mesmo assim.

Mercosul-UE e parceria comercial com Portugal

O presidente brasileiro defendeu a assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Ele ressaltou a ajuda de Portugal para a assinatura do acordo. "Queremos que Portugal seja um parceiro comercial do Brasil e não só entrada para a União Europeia", disse.

Lula salientou que o acordo abriria um mercado de US$ 22 bilhões e criticou o parlamento europeu que moveu recursos para impedir a entrada em vigor do acordo.

"Agriculturas do Brasil e da UE não são competitivas, mas complementares", defendeu o presidente brasileiro, em referência a países europeus, principalmente à França, cujo os agricultores criticam o acordo pela alta competitividade do agronegócio brasileiro que os ameaçaria.

OMC e disputa comerciais

Ainda tratando do comércio global, Lula defendeu a recuperação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e criticou o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por não dar continuidade à assinatura de acordos quando assumiu o cargo.

"Quem na década de 80 defendia livre comércio se tornou protecionista", disse o presidente brasileiro, que também citou a China como exemplo de ganho de competitividade.

Lula reforçou que o Brasil não aceita uma guerra fria na qual seria obrigado a optar pelo comercio com os EUA ou com a China.

Defesa da CPLP

Lula reforçou que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve ser defendida e fortalecida, um ponto que Montenegro havia citado em sua fala.

"Se não defendermos e valorizarmos a língua portuguesa ninguém vai. É algo que deve vir de nós", disse o presidente da República.

Copa do Mundo

Por fim, Lula brincou com o primeiro-ministro que, caso Brasil e Portugal se enfrentem na final da Copa do Mundo de 2026, os líderes assistirão ao jogo nos Estados Unidos, um dos países sede, ao lado do presidente norte-americano, Donald Trump, de quem Lula falou com ironia mais cedo, quando tratou sobre as guerras que Trump diz ter encerrado.

No início da fala, Lula também fez referências esportivas ao comparar o confronto entre Pelé e o jogador português Euzébio na Copa de 1966, com um possível jogo em que Vinícius Júnior e Cristiano Ronaldo se enfrentem neste ano.

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