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Novo aponta 'inércia' da AGU e do Ministério da Justiça em investigação contra 'Careca do INSS'
Novo aponta 'inércia' da AGU e do Ministério da Justiça em investigação contra 'Careca do INSS'
Por Gustavo Côrtes, Estadão Conteúdo
06/04/2026 às 16:11
Atualizado em 06/04/2026 às 18:25
Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado/Arquivo
Sede do Tribunal de Contas da União (TCU)
A bancada do Partido Novo na Câmara protocolou, no último dia 1º, uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) em que aponta "inércia" da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça no bloqueio de bens de Antonio Camilo Antunes, o "Careca do INSS" no exterior.
Procuradas, as pastas do governo ainda não se manifestaram.
Na presentação, o Novo pede que a corte de contas determine, por meio de medida cautelar, que a AGU e o Ministério da Justiça iniciem imediatamente o rastreamento e bloqueio dos ativos.
"Apesar da existência de elementos robustos(...), tanto o Ministério da Justiça quanto a Advocacia-Geral da União permaneceram inertes quanto à adoção de medidas efetivas para o bloqueio e a recuperação dos ativos no exterior," diz o texto do partido de oposição.
O empresário é apontado como o principal operador de esquema de descontos ilegais a aposentados e pensionistas que teria desfalcado R$ 3,3 bilhões diretamente dos contra cheques de beneficiários. As investigações correm no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
Parte dos valores auferidos pela organização criminosa estaria sob custódia da offshore Camilo & Antunes Limited (Rpdl Ltd.), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, que adquiriu R$ 11 milhões em imóveis no Brasil.
Essa empresa seria uma das diversas firmas de fachada utilizadas por artífices do esquema para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Segundo o partido, os órgãos do Executivo não procederam as ações necessárias para o bloqueio e recuperação dos bens, apesar de terem sido provocadas pela CPI do INSS.
A operação dependeria de um acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e as autoridades do país estrangeiro. A AGU alega que, sem esse acordo, não é possível atuar.
Procuradas, as pastas do governo ainda não se manifestaram.
Na presentação, o Novo pede que a corte de contas determine, por meio de medida cautelar, que a AGU e o Ministério da Justiça iniciem imediatamente o rastreamento e bloqueio dos ativos.
"Apesar da existência de elementos robustos(...), tanto o Ministério da Justiça quanto a Advocacia-Geral da União permaneceram inertes quanto à adoção de medidas efetivas para o bloqueio e a recuperação dos ativos no exterior," diz o texto do partido de oposição.
O empresário é apontado como o principal operador de esquema de descontos ilegais a aposentados e pensionistas que teria desfalcado R$ 3,3 bilhões diretamente dos contra cheques de beneficiários. As investigações correm no âmbito da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal.
Parte dos valores auferidos pela organização criminosa estaria sob custódia da offshore Camilo & Antunes Limited (Rpdl Ltd.), sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, que adquiriu R$ 11 milhões em imóveis no Brasil.
Essa empresa seria uma das diversas firmas de fachada utilizadas por artífices do esquema para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Segundo o partido, os órgãos do Executivo não procederam as ações necessárias para o bloqueio e recuperação dos bens, apesar de terem sido provocadas pela CPI do INSS.
A operação dependeria de um acordo de cooperação entre o Ministério da Justiça e as autoridades do país estrangeiro. A AGU alega que, sem esse acordo, não é possível atuar.
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