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PL opta por pragmatismo cego no Ceará ao apoiar Ciro Gomes, diz candidato de Michelle Bolsonaro
PL opta por pragmatismo cego no Ceará ao apoiar Ciro Gomes, diz candidato de Michelle Bolsonaro
Aliança estava suspensa desde dezembro, quando ex-primeira-dama e enteados brigaram publicamente
Por Thaísa Oliveira/Fábio Zanini/Folhapress
03/04/2026 às 18:40
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado/Arquivo
O senador Eduardo Girão (Novo-CE)
Escanteado pelo PL na disputa pelo Governo do Ceará, o senador Eduardo Girão (Novo) afirma que o partido do colega Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente, comete um erro histórico e opta pelo pragmatismo cego ao apoiar o ex-governador Ciro Gomes (PSDB).
A aliança entre o PL e Ciro estava suspensa desde dezembro, quando a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se desentenderam publicamente. Nesta semana, a direção do PL confirmou que vai apoiar Ciro, em vez de Girão.
"Formamos, há anos, um bloco no Senado [PL e Novo] e nos relacionamos bem, mas parece que eles optaram pelo pragmatismo cego no Ceará", diz Girão, acrescentando que vai seguir "firme e com coerência" com a pré-candidatura a governador.
"Respeito a decisão, embora pense ser um erro histórico com os movimentos de direita e conservadores que 'ralam' há décadas para se consolidar, mesmo diante de investidas contrárias da família Ferreira Gomes e do PT. A única candidatura de direita é a nossa".
No fim do ano passado, Michelle participou de um ato em Fortaleza (CE), disse que Girão seria o candidato dela a governador e criticou o apoio do deputado federal André Fernandes (PL-CE), presidente do partido no estado, a Ciro.
"Tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com o homem que é contra o maior líder da direita, isso não dá. Nós vamos nos levantar e trabalhar para eleger o Girão. Essa aliança vocês se precipitaram em fazer", afirmou a ex-primeira-dama.
A postura de Michelle irritou os três enteados mais velhos, Flávio, Carlos e Eduardo. Flávio chegou a dizer que a madrasta agia de maneira autoritária e constrangedora. Já Fernandes afirmou que o acordo com Ciro tinha o aval de Bolsonaro e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
Depois do mal-estar, Michelle pediu desculpas a Fernandes e aos enteados e também os desculpou. Para baixar a poeira, o PL também optou por suspender o apoio a Ciro e mapear eventuais acordos que haviam sido feitos por Bolsonaro em outros estados.
Nesta semana, a sigla bateu o martelo com Ciro. A dúvida ainda recai sobre o Senado. Michelle defende o nome da vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), enquanto Fernandes pressiona para que o candidato seja o pai dele, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL).
1 Comentário
Ednaldo Silva dos Santos Junior
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04/04/2026
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04:59
