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Varejo baiano deve crescer 4% em maio, mês do Dia das Mães, projeta o Sistema Comércio BA

Varejo baiano deve crescer 4% em maio, mês do Dia das Mães, projeta o Sistema Comércio BA

Por Redação

27/04/2026 às 11:31

Atualizado em 27/04/2026 às 11:42

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

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Farmácias, supermercados e o grupo de outras atividades devem impulsionar as vendas no período

O Sistema Comércio BA, através da Fecomércio BA, prevê perspectivas positivas para o varejo baiano em maio, mês do Dia das Mães, principal data comemorativa do comércio no primeiro semestre. A expectativa é de faturamento de R$ 15,2 bilhões para os setores relacionados à data — excluindo vendas de veículos e materiais de construção. Esse valor representa um crescimento real de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior, que teve vendas estáveis. 

Das seis atividades analisadas, três devem apresentar desempenho positivo, enquanto as demais tendem a registrar retração. A principal diferença entre os segmentos está na sensibilidade ao crédito. Assim, os setores de consumo básico devem se destacar, como farmácias e perfumarias, com crescimento estimado de 8%, e supermercados, com alta prevista de 4%. 

“Esses dois segmentos possuem dinâmicas distintas no período. No caso de farmácias e perfumarias, o impulso vem da busca por presentes, como perfumes, maquiagens e produtos de cuidados pessoais. Já os supermercados se beneficiam do aumento na demanda por alimentos e bebidas para celebrações familiares no segundo domingo de maio”, destaca o consultor econômico do Sistema Comércio BA, Guilherme Dietze.  

Também com desempenho positivo está o grupo “outras atividades”. Embora inclua a venda de combustíveis, esse segmento reúne diversos setores relacionados à data, como joalherias, lojas de chocolates, artigos esportivos, entre outros. A expectativa é de crescimento expressivo, também na ordem de 8% na comparação anual. 

Em contrapartida, setores mais dependentes de crédito devem enfrentar retração, como lojas de móveis e decoração (-9%), vestuário, tecidos e calçados (-5%) e eletrodomésticos e eletrônicos (-4%). Trata-se de produtos de maior valor agregado, cujo consumo é mais sensível ao nível das taxas de juros, atualmente elevadas. 

Entretanto, o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze, pontua que, de forma geral, o varejo baiano deve apresentar saldo positivo, influenciado pelo ganho real de renda dos trabalhadores nos últimos anos, impulsionado por um mercado de trabalho aquecido. 

“Além disso, a proximidade da data com o período habitual de pagamento de salários tende a favorecer as decisões de compra. Por outro lado, é importante considerar que o mês de abril contou com diversos feriados, o que pode ter comprometido parte da renda disponível para as compras do Dia das Mães, além do desafio recente da inflação em alimentação e combustíveis”, esclarece o consultor. 

Ainda assim, mesmo diante dos desafios enfrentados ao longo do ano, o cenário para a principal data do comércio no primeiro semestre é visto com otimismo, especialmente em relação a decisões empresariais sobre contratações, formação de estoques e investimentos. 

INFLAÇÃO – CESTA DO DIA DAS MÃES 

De acordo com levantamento da Fecomércio BA, a inflação acumulada em 12 meses para uma cesta de 26 itens monitorados pelo IPCA da Região Metropolitana de Salvador (RMS), tradicionalmente demandados no período, é de 1,22%. Esse índice está abaixo da inflação geral da região no mesmo período (4,01%) e inferior ao registrado na mesma cesta no ano anterior (2,53%). 

A queda nos preços é puxada pelo segmento de eletroeletrônicos, com destaque para ar-condicionado (-13,93%), refrigerador (-10,25%), fogão (-9,32%) e máquina de lavar (-6,8%). Essa redução pode estar ligada à valorização do real, que reduz os custos de importação de produtos e componentes. Também apresentam queda itens como roupa de cama (-3,07%), blusa (-2,52%) e short feminino (-0,63%). 

Por outro lado, os maiores aumentos concentram-se em bijuterias (13,69%), influenciadas pela alta do ouro e da prata no mercado internacional, além de produtos para cabelo (8,79%), sapatos femininos (7,48%) e sandálias (7,47%). 

A Fecomércio BA destaca que esses dados representam médias, podendo haver variações acima ou abaixo desses valores. Por isso, recomenda que os consumidores pesquisem preços para obter melhores condições, inclusive usando a internet como referência para negociação em lojas físicas. 

“De modo geral, o aumento de 1,22% é considerado moderado e tende a favorecer o consumo, especialmente diante da recente pressão no orçamento familiar causada pela alta nos preços de combustíveis e alimentos”, analisa Guilherme Dietze.

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