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Aliados tentam repetir estratégia de Bolsonaro e mobilizam apoiadores para recepcionar Flávio em aeroporto
Aliados tentam repetir estratégia de Bolsonaro e mobilizam apoiadores para recepcionar Flávio em aeroporto
Senador causou tumulto ao desembarcar no Aeroporto de Brasília após viagem em que encontrou Trump
Por Isadora Albernaz/João Gabriel/Folhapress
28/05/2026 às 20:00
Atualizado em 28/05/2026 às 21:12
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado/Arquivo
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Aliados do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) mobilizaram apoiadores na tarde desta quinta-feira (28) para inflar a recepção ao senador após encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetindo uma estratégia usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No setor de desembarque do aeroporto de Brasília, Flávio foi recebido por dezenas de bolsonaristas e também pelos senadores Izalci Lucas (PL), pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, e Wilder Morais (PL-GO), além dos deputados do PL Coronel Chrisóstomo (RO), Domingos Sávio (MG) e Hélio Lopes (RJ).
Com gritos de "Flávio presidente" e "Lula ladrão, seu lugar é na prisão", os apoiadores formaram um corredor ao redor do pré-candidato ao Planalto e fizeram uma espécie de escolta até o carro, tirando fotos e gravando vídeos com ele.
Antes de ir embora, o filho de Bolsonaro ficou de pé na lateral do carro e acenou para apoiadores –como seu pai costumava fazer. Flávio deixou o local sem falar com a imprensa.
O senador retornou de viagem a Washington, onde se encontrou com Trump na terça (26). No dia seguinte, ele também se reuniu com o vice-presidente JD Vance e o secretário do Estado, Marco Rubio.
Apoiadores organizaram a recepção para Flávio pelas redes sociais. Segundo relatos feitos ao jornal Folha de São Paulo sob a condição de anonimato, o movimento contou com mensagens de WhatsApp convocando servidores de gabinetes de bolsonaristas no Congresso para comparecer no local.
A aglomeração começou por volta das 12h30, com um pico de concentração quando o pré-candidato saiu pelo portão do desembarque, perto das 14h30. Alguns apoiadores vestiam camisetas de parlamentares, como de Izalci e dos deputados Alberto Fraga (PL-DF) e Bia Kicis (PL-DF).
À reportagem algumas pessoas presentes confirmaram que trabalham com parlamentares, como Fraga e Izalci.
A maior parte estava uniformizada em apoio ao senador que deve disputar o comando do GDF e, em diversos momentos, entoou: "Eu já falei, vou repetir, é Flávio no Planalto e Izalci no Buriti".
Questionado pela reportagem, Izalci negou ter integrantes de seu gabinete na recepção de Flávio e disse que o movimento foi "voluntário". "Todo mundo aqui é eleitor do Flávio e do Bolsonaro", afirmou.
A ida de Flávio Bolsonaro ao país americano fez parte de tentativa de emplacar uma agenda positiva na pré-campanha depois do desgaste político do caso "Dark Horse", que revelou a relação do senador com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Próximo do clã Bolsonaro, Hélio Lopes negou à reportagem que a recepção da direita tenha sido para minimizar o impacto na campanha bolsonarista e afirmou que "Flávio está com a moral elevadíssima".
"Esse encontro hoje é o primeiro de muitos. Isso mostra a união, em que muitos acreditavam que ele não ia ser recebido por Donald Trump e ele foi. Foi a direita que organizou esse movimento. Não tem como falar que foi A ou B. É toda a direita unida por um propósito: melhorar o Brasil e eleger Flávio como presidente", declarou.
Em coletiva depois de ir à Casa Branca, o filho de Bolsonaro também negou que o encontro com Trump visasse ofuscar o desgaste com a revelação do pedido de dinheiro feito por ele a Vorcaro para financiamento do filme sobre seu pai.
"Já falei tudo que eu tinha que falar sobre esse assunto. Não tinha absolutamente nada a esconder".
Flávio ainda disse ter pedido a Trump para que as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) sejam classificadas pelo governo americano como organizações terroristas.
