Festa de posse de Nunes Marques arrecada R$ 640 mil na venda de 800 convites
Por Mônica Bergamo/Folhapress
12/05/2026 às 09:47
Foto: Alejandro Zambrana/Arquivo/TSE
Kassio Marques
A organização da festa que confraternização pela posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nesta terça (12), já arrecadou R$ 640 mil com a venda de 800 convites.
Cada entrada custava R$ 800.
A procura foi tanta que o QR Code impresso em alguns convites que já haviam sido distribuídos foi bloqueada, o que levou as pessoas a procurarem a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) para conseguir garantir a entrada.
A Ajufe afirma que apenas ajudou a organizar o evento, colocando sua estrutura à disposição do gabinete do magistrado.
A festa será no espaço Villa Rizza, em Brasília, que tem capacidade para receber até 800 convidados.
Antes dela, Nunes Marques receberá 1.500 autoridades no TSE, em um evento que reforça o caráter festivo e agregador do ministro.
Foram convidados lideranças e advogados ligados a praticamente todos os partido, além daquelas que o protocolo exige.
Lula, por exemplo, recebeu convite, bem como todos os ex-presidentes vivos. Até mesmo Jair Bolsonaro, que está preso, foi convidado.
Nunes Marques assume no lugar de Cármen Lúcia, que antecipou sua saída para garantir uma transição tranquila no tribunal eleitoral. O ministro André Mendonça será o vice.
O magistrado pretende defender o processo eleitoral e as urnas eletrônicas, e terá entre seus desafios combater a desinformação disseminada por inteligência artificial e deep fakes.
Como mostrou a Folha, o ministro assume a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob clima de desconfiança por parte de aliados de Bolsonaro, devido aos recentes gestos de aproximação entre o magistrado e o governo Lula (PT).
Líderes do PL celebram a chegada do indicado de Bolsonaro ao comando do TSE e exaltam seu perfil técnico, mas não ignoram os movimentos recentes do magistrado em aceno ao governo, como a campanha a favor do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga que está aberta no Supremo. O nome acabou derrotado pelo Senado.
