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Presidente da comissão da 6x1 diz que mudança pode ficar 'só no papel' sem mais auditores do trabalho
Presidente da comissão da 6x1 diz que mudança pode ficar 'só no papel' sem mais auditores do trabalho
Por Gabriela Echenique, Folhapress
27/05/2026 às 17:13
Atualizado em 27/05/2026 às 17:17
Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo
Reunião da Comissão Especial da Câmara sobre o Fim da Escala 6x1
Em um ofício enviado ao Ministério da Gestão, o presidente da comissão que discute o fim da escala 6x1, deputado Alencar Santana (PT-SP), alertou para o risco de a redução da jornada de trabalho ficar "apenas no papel".
Ele cobrou da ministra Esther Dweck um reforço do quadro de auditores fiscais do trabalho, com a convocação do cadastro reserva do CNU (Concurso Nacional Unificado). Hoje, 1.800 aprovados estão no cadastro.
"Sem fiscalização efetiva, o risco é que a redução da jornada exista apenas no papel, enquanto milhões de trabalhadores continuem submetidos à intensificação do trabalho e ao adoecimento provocado pelo excesso de horas trabalhadas", diz o documento.
O pedido é feito porque, segundo o parlamentar, o número de cargos de auditores permanece o mesmo desde 1990, com 3.664 totais, sendo apenas 2.680 preenchidos. Além disso, quase 300 auditores já estão em condições de se aposentar.
São eles os responsáveis por fazer auditorias e verificar se as normas trabalhistas estão sendo cumpridas. O problema é que menos de 3% dos estabelecimentos passíveis de fiscalização são inspecionados no país.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, em 2024 apenas 169.372 estabelecimentos foram inspecionados, de um total de mais quase 6 milhões de espaços.
"A convocação das vagas imediatas do concurso, sem a convocação do cadastro reserva, não supre o déficit da carreira", disse o deputado no ofício enviado ao governo.
