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Senadores dos EUA pedem a governo Trump que pressione Brasil por barrar importação de cigarros eletrônicos
Senadores dos EUA pedem a governo Trump que pressione Brasil por barrar importação de cigarros eletrônicos
Dois parlamentares republicanos citaram país em carta enviada ao escritório comercial americano
Por Fábio Zanini/Folhapress
08/05/2026 às 16:30
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
Cigarro eletrônico
Dois senadores americanos do Partido Republicano enviaram uma carta ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) pedindo que o governo Donald Trump atue contra restrições impostas pelo Brasil e outros países a produtos de tabaco e nicotina sem combustão, conhecidos como cigarros eletrônicos, ou vapes.
A carta foi enviada em 13 de março ao chefe do escritório, Jamieson Greer, pelos senadores Ted Budd e Thom Tillis, ambos da Carolina do Norte, estado com forte presença de plantadores do tabaco.
No documento, eles dizem que "práticas discriminatórias, que frequentemente assumem a forma de veto à importação de produtos de nicotina sem fumaça, não são desenhadas para garantir a saúde pública, mas sim para proteger produtores domésticos de cigarros nestes países".
Além do Brasil, os parlamentares citam Argentina, Índia, Turquia e Vietnã. Eles mencionam ainda um compromisso do presidente dos EUA, Donald Trump, de "lidar com práticas injustas para todos os setores da economia".
O posicionamento dos senadores ganhou apoio de grupos ligados ao livre comércio nos EUA, como a Taxpayers Protection Alliance (TPA), que afirmam que as restrições tendem a limitar escolhas dos consumidores, favorecer mercados ilícitos e dificultar a concorrência internacional. Na próxima terça-feira (12), a TPA fará um webinar sobre o tema.
Os cigarros eletrônicos são proibidos no Brasil, o que em tese impede e importação. Mas a falta de fiscalização acaba fazendo com que sejam vendidos e consumidos livremente.
Para a indústria tabagista, eles são uma esperança de reverter o declínio global no consumo de cigarros, com o argumento de que os danos à saúde são menores. Isso é contestado por especialistas na área médica e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
