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Voto de Kassio em relação ao pai de Vorcaro é visto como decisivo para 'carta branca' a Mendonça
Voto de Kassio em relação ao pai de Vorcaro é visto como decisivo para 'carta branca' a Mendonça
Magistrado votará pela prisão ou soltura de Henrique Vorcaro
Por Mônica Bergamo/Folhapress
25/05/2026 às 17:45
Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques
O voto do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques sobre a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, está gerando expectativa entre advogados e ministros da Corte, que o consideram decisivo para os rumos do caso.
Se Nunes Marques mantiver a detenção do pai do dono do Banco Maste, estará sinalizando, na visão de defensores e magistrados, que o ministro André Mendonça, relator do processo, tem definitivamente carta branca da maioria da Segunda Turma do STF para conduzir o caso.
Mendonça defende a manutenção da prisão.
Com a vitória, ficará claro que as ações de Mendonça serão endossadas pela maioria dos cinco magistrados que integram o colegiado —além dele e de Nunes Marques, Luiz Fux, que já votou contra Henrique Vorcaro, integraria o grupo.
A Segunda Turma é formada ainda por Dias Toffoli, que tem se declarado suspeito para julgar assuntos do Master, e Gilmar Mendes, que tem sinalizado divergências, mas ficará isolado.
Ao ser questionado, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, sobre críticas que fez à prisão do próprio Daniel Vorcaro, Mendes respondeu temer "o autoritarismo penal-judicial".
"Não gosto da ideia de alguém dizer 'agora você vai ter um regime privilegiado porque você me prometeu delatar' ou 'agora vou te colocar num presídio de segurança máxima porque você não correspondeu às minhas expectativas'".
Mendonça tem demonstrado descontentamento com os rumos da delação de Daniel Vorcaro. Ele chegou a discutir com a defesa do réu e a dizer que não homologará a delação nos termos em que foi proposta até agora.
Em nota, a assessoria do magistrado, que pela lei não pode interferir nas delações, afirmou que ele ainda "não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento".
