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Com Caetano, Rui admite sua inaptidão política e plano de eleger Wagner sucessor
Com Caetano, Rui admite sua inaptidão política e plano de eleger Wagner sucessor
Por Política Livre
19/05/2021 às 10:37
Atualizado em 19/05/2021 às 10:42
Foto: Divulgação/Arquivo

Com a nomeação do ex-deputado Luiz Caetano para a secretaria de Relações Institucionais, o governador Rui Costa (PT) assume publicamente sua inaptidão para a articulação política, entregando-a ao senador Jaques Wagner (PT).
Caetano era uma lembrança antiga de Wagner para a posição ou mesmo a chefia da Casa Civil. O senador pensou em seu nome, inclusive, para o primeiro governo do sucessor. Mas, antipático a Caetano, Rui resistia.
Por último, passou a alegar a existência de uma lei estadual, aprovada pela Assembleia Legislativa, que proíbe a nomeação de políticos ficha-suja para o secretariado, brecando a indicação do correligionário.
Este, aliás, permaneceu como o último alegado entrave, que Wagner tratou de remover. Por coincidência, Caetano recuperou os direitos políticos por meio de uma decisão de um desembargador amigo do senador.
Do ponto de vista político, Caetano significa que o governo terá agora uma prioridade: eleger Wagner governador de novo. O ex-prefeito de Camaçari tem fama de saber trabalhar muito bem na política.
E, melhor do que isso, de conhecer os mecanismos da máquina eleitoral como poucos no PT. Já há quem diga que a nomeação de Caetano não esgota as exigências de Wagner a Rui para pavimentar de volta seu caminho a Ondina.
Com Caetano no governo, é certo que novos lances se seguirão. Um detalhe é que - acredite-se ou não - a Casa Civil continua sendo ocupada por um interino.
